Espaços negativos #4 – Outros Circuitos

outubro 24, 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

Sessão Outros Circuitos

A elite econômica do país é uma classe social pouco reatratada nos documentários da cinematografia nacional. Buscar romper as barreiras dos espaços privados e públicos nas abordagens desta classe nem sempre rendem resultado, a não ser que o cineasta explore nela justamente o desejo de publicizar certos valores de classe. E é este desejo que podemos vislumbrar, apreendidos no filme por meio do discurso das personagens sobre suas residências de cobertura em edifícios de alto padrão.

 

Curitiba – 27.10  19h30

Um lugar ao sol | Gabriel Mascaro, Brasil, 2009, 71’

O documentário aborda o universo dos moradores de coberturas de prédio das cidades de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. O diretor obteve acesso aos moradores das coberturas através de um curioso livro que mapeia a elite e pessoas influentes da sociedade brasileira. No livro são catalogados 125 donos de cobertura. Destes 125, apenas 09 cederam entrevistas. Através dos depoimentos dos moradores de cobertura, o filme traz um rico debate sobre desejo, visibilidade, insegurança, status e poder, e constrói um discurso sensorial sobre o paradigma arquitetônico e social brasileiro.

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Espaços negativos #1 – Antoni Muntadas

outubro 5, 2011

 

Espaços negativos: delineando a diferença

A Mostravídeo de Outubro apresenta em suas exibições filmes e vídeos que buscam delimitar territórios e delinear suas diferenças com relação às suas linguagens e às suas formas de compreensão de mundo.

Da alteridade construída pelos limites dos territórios nacionais, em Antoni Muntadas, às barreiras sociais dos condomínios e edifícios de luxo em Um Lugar ao Sol, de Gabriel Mascaro, diferentes representações de mundo conformam-se nos códigos próprios das linguagens midiáticas.  Em Videolência, do coletivo NCA, é a vez de uma produção da periferia paulistana buscar narrar como a linguagem videográfica tem organizado a voz de grupos de jovens de setores populares.

Formas de expressão que nascem da diferença cultural, dos contornos demarcados dos contextos sócio-espaciais e que encontram no vídeo um suporte para o registro crítico.

Curiosamente, estes temas de fronteiras espaciais podem ser vistos também em muitos dos trabalhos da sessão Portfólio, que reúne um conjunto dos trabalhos do jovem artista curtibano Arthur Tuoto.

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Deslocamentos e caronas #3 – Cinema contemporâneo

agosto 15, 2011

Nas sessões de Cinema Contemporâneo, são exibidos filmes de estreia de jovens diretores brasileiros, cujos projetos foram realizados em empreitadas de recursos financeiros modestos, mas com autênticas pretensões poéticas. Obras em que a vivência do fazer cinematográfico se confunde com a experiência da vida e da viagem e cuja espontaneidade e emergência permitem que comecemos a colher por aqui as novas histórias possíveis de um cinema digital.

A Fuga da Mulher Gorila

Felipe Bragança e Marina Meliande, Brasil, 2009, 82 min

Longa-metragem de estreia dos jovens cineastas Felipe Bragança e Marina Meliande, o filme foi rodado numa viagem de oito dias e conta a história de duas irmãs que atravessam as estradas do Rio de Janeiro em uma Kombi, para apresentar uma atração circense de efeitos óticos: o famoso truque da Mulher Gorila.

Veja o trailer:

Belo Horizonte | quarta 17 às 19h30

Curitiba | quinta 18 às 19h30


Deslocamentos e caronas #2 – Outras Narrativas

agosto 9, 2011

Documentário que busca abordagens e registros distintos da trivialidade das entrevistas. O filme descreve uma região de fronteiras nacionais, e a própria noção de fronteira se esvai a cada deslocamento dos personagens e da câmera. A vida cotidiana e a narrativa documental se sobrepõem aqui a qualquer limite de território.

quarta 10 às 19h30

Terras Maya Da-Rin, Brasil 2009, 75 min (espanhol)

O primeiro longa-metragem da diretora Maya Da-Rin acompanha o dia a dia de moradores das cidades gêmeas de Letícia e Tabatinga, que fazem a fronteira tríplice entre Brasil, Colômbia e Peru e formam uma ilha urbana cercada pela imensa floresta amazônica. A densa vegetação e o fluxo constante de pessoas de origens distintas chegam, muitas vezes, a encobrir as delimitações territoriais, fazendo o conceito de fronteira deixar de existir.


Deslocamentos e caronas #1 – Outras Narrativas

agosto 1, 2011

Uma forma trivial de olhar para os filmes brasileiros da mostra deste mês seria encarando todos eles como road movies. O dispositivo narrativo do deslocamento territorial dos personagens (e da equipe) explica o sentido das tramas e das viagens, mas não o sentido que este conjunto de filmes promove como possibilidades novas de organização da produção, de eleição de contextos dramáticos e de linguagens.

Colocar o cinema na estrada numa espécie de ação entre amigos, dispor das técnicas novas da diversificação do ponto de vista, eleger territórios inalienáveis e fazer o filme surgir a qualquer custo como destino final da jornada. No meio desta empreitada, o cinema videográfico dá sempre carona a alguém que completa o jogo de espelhos e motiva uma outra viagem: um estranho, um louco afásico, a memória de um amigo morto, uma equipe de filmagem, o espectador, todos embarcam juntos nestas histórias narradas em câmeras digitais.

Outras Narrativas

Nesta sessão, é apresentada uma produção que se constrói a partir de inúmeros olhares, tomando-os como o seu objeto próprio e original. Tecendo imagens amadoras geradas numa viagem de navio, o documentário permite espiar a relação das pessoas com as câmeras de vídeo amadoras e com o registro audiovisual de suas próprias memórias, provocando uma percepção crítica acerca da relação entre a experiência vivida e as imagens.

Belo Horizonte | quarta 3 às 19h30

Curitiba | quinta 4 às 19h30

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Dos espaços representados aos oníricos #5 – Antek Walczak | Portfólio

junho 29, 2011

Antek Walczak participou do coletivo Bernadette Corporation, no final dos anos 90 em Nova York, cujo trabalho Get Rid Of Yoursef foi exibido na Mostravideo de abril. Sua produção videográfica individual surgiu durante um hiato nas realizações do coletivo. A imagem publicitária e suas relações com a moda, o capitalismo e a globalização são temas usuais de suas obras.

Belo Horizonte | quarta 29 às 19h30

Risques du Metier

Antek Walczak, Estados Unidos, 2000, 56min

Um filme de ficção científica em que um grupo de conspiradores se reúne no sótão do Centro Pompidou de Paris, para planejar a destruição do sistema que o rege. Cada lugar específico do museu foi gerador de uma cena que compõe a história, rodada com a própria equipe de documentação videográfica do Pompidou.

 


Dos espaços representados aos oníricos #4 – Antek Walczak | Portfólio

junho 20, 2011

Antek Walczak participou do coletivo Bernadette Corporation, no final dos anos 90 em Nova York, cujo trabalho Get Rid Of Yoursef foi exibido na Mostravideo de abril. Sua produção videográfica individual surgiu durante um hiato nas realizações do coletivo. A imagem publicitária e suas relações com a moda, o capitalismo e a globalização são temas usuais de suas obras.

Belo Horizonte | quarta 22 às 19h30

Curitiba | quinta 30 às 19h30

Dinasty

Antek Walczak, Estados Unidos, 1998, 50min

O filme foi feito a partir de materiais abandonados do coletivo Bernadette Corporation, do qual o artista fazia parte. Vários esquetes são apresentados e sobrepostos a um texto com voz over, tecendo quatro histórias.

Paris From Behind

Antek Walczak, Estados Unidos, 1999, 25min

Adaptação do conto policial A Carta Roubada de Edgar Allan Poe em que, propositadamente, é esquecida a premissa central da história: a carta em sua ausência é que prescreve toda a possibilidade da trama. Uma série de referências temáticas sobressai de forma sutil ao longo do filme, em que uma rede de pensamentos e impulsos descreve uma narrativa lúdica.