programação

 

Novembro de 2009

CINEMA DE BORDAS
curadoria de Laura Loguercio Cánepa e Gelson Santana

VITÓRIA ES

cine metrópolis

 sexta 21h

6 /11  palestra com curadores e exibição do programa 1
13/11  programa 2
27 /11 programa 3

BELO HORIZONTE MG

palácio das artes cine humberto mauro

 19h
3/11   palestra com curadores e exibição do programa 1
4/11 programa 2
5/11 programa 3

 “Não recomendado para menores de 14 anos”
[ingresso distribuído com uma hora de antecedência]

Sinopses
Programa 1:
Apresentação:
Cinema de bordas – este é o nome que a pesquisadora Bernadette Lyra deu a um tipo de cinema que se faz de modo independente, com baixo orçamento e alta criatividade. Realizadores espalhados por todo o Brasil, movidos pelo desejo de fazer cinema ainda que seja com recursos caseiros e precários. Filmes de intensa circulação marginal que, comumente, não são exibidos em salas comerciais. Produções que se apropriam dos gêneros cinematográficos de um jeito muito particular e suspendem os limites entre o popular e o massivo, o banal e o sofisticado. Narrativas marcadas pela ação e pelo sentimento.

 Rambú III, o rapto do Jaraqui Dourado (2007), de Manoel Freitas, Junior Castro & Adilamar Halley – 32 min. , Manaus/AM
Sinopse: Grupo comandado por Pablo Papapó rouba o Jaraqui Dourado, mas não sabe como usá-lo. O Pajé, guardião do amuleto sagrado, convoca Jhon Rambú para recuperá-lo, mas ele é seqüestrado por um bando de drag queens que também querem conhecer o segredo do Jaraqui Dourado. Então, Rambú passa por uma série de peripécias para recuperar o amuleto que, se for usado para o mal, poderá significar o fim do planeta.

Ficha técnica: Elenco: Aldenir Coty, Piter Radical, Darlan Dantas, Adilamar Halley, Junior Castro, Manoel Freitas, Jacinto Freitas, Victor Hugo, Rennier Brito, Claudinho, Antonio Júnior, Emerson, Danny Peixoto, Josi Pingo, Bolero. Argumento: Júlio Robeiro.

O Assassinato da Mulher Mental (2008), de Joel Caetano – 20 min. São Paulo/SP
Sinopse: Antigos combatentes do crime, Híper-Homem e Bruma se reúnem para solucionar o assassinato de sua ex-companheira, a Mulher Mental. Juntos, eles descobrem que sua morte é apenas parte de uma trama com consequências catastróficas para todo planeta.

Ficha Técnica: Elenco: Joel Caetano,  Mariana Zani, Danilo Baia, Luiz Carlos Batista, Ivete Zani. Roteiro e Edição: Joel Caetano.

Programa 2:
Apresentação:
Oferece-se ao público uma oportunidade de conhecer filmes independentes, feitos às bordas do cinema brasileiro e que são, quase sempre, produzidos nos arredores das grandes cidades ou em cidades pequenas, nos lugares mais afastados e diversos do país, longe dos mercados e dos centros cinematográficos industriais. São produções que apresentam características e temas muito específicos, transpassadas pelo crivo dos meios audiovisuais massivos, transitando por costumes e lendas das regiões em que são realizadas e refletindo o imaginário das comunidades que delas participam. 

 A dama da lagoa (1997), de Francisco Caldas de Abreu Jr. – 20 min. Pedralva/MG. 
Sinopse: Numa cidade do interior de Minas Gerais, moça que trabalha numa fazenda é assassinada à beira de uma lagoa. Um ano depois, ela volta do além para revelar seu verdadeiro assassino e absolver ex-namorado acusado injustamente. Baseado em uma lenda regional.

Ficha técnica: Elenco: Francisco Caldas de Abreu Jr., Marcos Batista, Reginaldo de Castro e Silva, Mônica da Rosa Bustamonte, Francisco Caldas de Abreu. Roteiro: Francisco Caldas de Abreu Jr. 

 Loreno contra o Espantalho Assassino (1989), Manoel Loreno – 60 min. Mantenópolis/ES
Sinopse: Garimpeiro assassinado numa mina em cidade do interior de Mantenópolis retorna do além, durante as férias de verão, para vingar seus assassinos e todos os que estiverem por perto – de preferência, jovens mulheres. Enquanto isso, um grupo de aventureiros sai à procura de um avião que teria caído no meio do mato.

Ficha técnica: Elenco: Manoel Loreno, Jurandi Alves, Juraci Alves, Ronaldo Martins, Maria Ribeiro, Valdeci Soares, Aparecida, Maui, Aninha, Marinho. Roteiro: Manoel Loreno.

Programa 3
Apresentação:
Histórias inusitadas, contadas com som e inventividade, movimento e ousadia, bom humor e imagens, beirando a estética trash. Envolvem zumbis, espantalhos, mortos vivos, mocinhas de outro mundo, fantasmas, heróis de quadrinhos, guerreiros das selvas e toda uma galeria de personagens já conhecidos e vistos no mundo audiovisual da ficção, reapresentados por realizadores que sabem se aproveitar de uma câmera na mão e de tudo que lhes vem à cabeça e que variam de autodidatas a cinéfilos, de fanáticos por séries televisivas e velhos filmes hollywoodianos a freqüentadores usuais do YouTube.

Horror capiau (2007), de Dimitri Kozma – 9 min. São Paulo (SP).
Sinopse: Exercício de improvisação sobre o horror e o caipira. Numa pousada no interior de São Paulo, um misterioso homem cego e um assistente capiau matam jovens que buscam a tranquilidade do campo à beira de um rio. 

Ficha técnica: Elenco: Rubens Mello (Cego), Raphael Borghi (Capiau), Geisla Fernandes (Vítima 1), Caio Marins (Vítima 2), Renato Siqueira (Vítima 3), Lenny Dark (Vítima 4). Fotografia, câmera, efeitos sonoros e edição: Dimitri Kozma. Efeitos especiais: Rubens Mello. Roteiro: Rubens Mello, Raphael Borghi, Geisla Fernandes, Dimitri Kozma. 

A capital dos mortos (2008), de Tiago Belotti – 85 min. Brasília (DF).
Sinopse: Um grupo de jovens amigos luta desesperadamente pela sobrevivência, ao constatar que Brasília, a Capital Federal, foi invadida por Zumbis. Enquanto isso, um jovem assassino ferido tenta deixar o local do crime, sem ter idéia do que o espera nas ruas.

Ficha técnica: Elenco: Yan Klier (Crístofer), Pablo Peixoto (André), Gustavo Serrate (Lucas), Laura Moreira (Pâmela), Jean Carlo (Tio), Luísa Viotti (Ângela), Angélica Ribeiro (Tatiana), Gino Evangelisti (Padre Dom bosco), Alice Stamato (Namorada A), Yana Borém (Namorada B), George Duarte (Profeta), Diana Carneiro (Âncora), Juliana Gregoratto (Repórter), Lucas Pimenta (Funcionário público), Irani Martins (Mãe do Jôsefer), Luis Machado (Médico). Edição: Fábio Rafael, Tiago Belotti. Efeitos especiais: Fábio Rafael. Efeitos técnicos: Tiago Belotti, Rodrigo Luiz Martins.

Outubro de 2009

A VIDA DAS IMAGENS
 curadoria Ivana Bentes

BELO HORIZONTE MG

palácio das artes cine humberto mauro 

 quartas 19h

7 programa 1
14 programa 2
21 programa 3 e palestra com a curadora
28 programa 4

 VITÓRIA ES
cine metrópolis

 sextas

2
programa 1 [21h]
9 programa 2 [21h]
23 programa 3 [19h] e palestra com a curadora | programa 4 [21h]

 “Não recomendado para menores de 14 anos”

[ingresso distribuído com uma hora de antecedência]

 sinopses

 Programa 1  – Experiências visuais

Trabalhos audiovisuais que criam outros mundos e estados mentais. Precipitação, acúmulo, compressão e distensão do tempo e do espaço são algumas das experiências promovidas pelas imagens.

Strata #1
Quayola, Inglaterra, 2008, 1min35s
O vídeo abole a distância entre os séculos e reinventa a era barroca.

 Copérnico I: Paisagem com Figura
Daniel Augusto e Eduardo Climachauska, Brasil, 2005, 7 min
Ao longe, uma mulher anda de bicicleta. Suas pedaladas movem um círculo, equipado com uma câmera em seu centro e outra na borda de sua circunferência. Três câmeras revelam diferentes pontos de vista sobre a mesma ação.

 Energia!
Thorsten Fleisch, Alemanha, 2007, 5min20s
Descargas estroboscópicas em alta tensão.

 Wingbeats
Thomas Newton, País de Gales, 2006, 14min50s
Movimentos de voos são transformados em impulsos sonoros e musicais.

 Iluminai os Terreiros
Eduardo Climachauska, Gustavo Moura e Nuno Ramos, Brasil, 2006, 43min30s
Uma equipe projeta círculos de luz em cinco locais diferentes e os observa durante a noite, registrando as transformações e os acontecimentos ocasionados pelo trabalho.

 Hamlet no Porto
Arthur Omar, Brasil, 2004, 7min30s
Uma multidão de personagens se espalha por diferentes palcos interligados por escadas. O tempo se acelera e todas as paixões humanas são vistas em um só lugar, num intervalo de poucos minutos.

 Passagem ao Ato (Passage à l’Acte)
Martin Arnold, Áustria, 1993, 12 min
O diretor desconstrói um pequeno fragmento do filme O Sol é para Todos (1962), de Robert Mulligan, transformando o típico café da manhã de uma família norte-americana em uma cena desconcertante e esquizoide.

 Programa 2 – Histórias/ficções

Filmes que manipulam as imagens (que vão desde materiais de arquivo ligados aos acontecimentos da Guerra Fria até cenas da publicidade e do noticiário contemporâneos) para construir ficções criveis ou um registro delirante do cotidiano.

 Happy End
Peter Tscherkassky, Áustria, 1996, 11 min
Found footage (obra realizada com imagens que não foram captadas pelo cineasta) que reúne registros de rituais cotidianos de um casal – com os quais Tscherkassky transforma a banalidade do dia a dia em cenas carregadas de mistério.

Double Take
Johan Grimonprez, Alemanha/Bélgica, 2009, 80 min
“Se você encontrar o seu duplo, deve matá-lo!”, diz Alfred Hitchcock. Esse é o ponto de partida do filme, que apresenta o famoso cineasta como um paranoico professor de história. Combinando imagens retiradas do noticiário voltado à Guerra Fria e dos programas de televisão apresentados por Hitchcock nos anos 1960 – bem como de alguns de seus longas-metragens, como Intriga Internacional (1959), Psicose (1960), Os Pássaros (1963) e Topázio (1969) –, Grimonprez cria uma narrativa que atravessa todos os gêneros.

 Programa 3 – Imagens-choque

Uma sinfonia exuberante e impactante de imagens capaz de gerar um pensamento ou nos imobilizar.

 Dial H-I-S-T-O-R-Y
Johan Grimonprez, Bélgica, 1998, 68 min
Neste documentário/colagem sobre a cultura da catástrofe (em especial notícias de sequestro de aviões), as imagens da história e a história das imagens são mostradas numa sequência delirante de fotografias, vídeos, programas de TV, cenas de filme de ficção científica etc. Um documentário que antecipa o 11 de setembro? Exibido na Documenta de Kassel – uma das mais importantes mostras internacionais de arte contemporânea –, traz trechos dos romances Mao II e White Noise, de Don DeLillo.

 Programa 4 – Arquivos e remix

Os filmes found footage (realizados com imagens que não foram captadas pelo cineasta) têm ganhado uma dimensão singular na cultura das imagens contemporâneas em que o cinema, os arquivos históricos e os bancos de dados digitais se tornam acessíveis e constituem uma memória-mundo coletiva – que pode ser remixada, lincada, desconstruída, recontextualizada. As obras deste programa refletem esse “cinema-mundo” das ruas, da vida pública e da vida privada, seja em cenas do início do século XX seja em registros domésticos contemporâneos, em que uma “segunda vida” nos é dada pelas imagens.

 Cinema Espelho do Mundo – Episódio 1
Gustav Deutsch, Áustria, 2005, 30 min
Um filme-ensaio realizado com base em imagens documentais dos primórdios do cinema em que são mostradas salas de exibição históricas e seu entorno – que inclui a vida cotidiana nas ruas e a reação dos pedestres diante da câmera.

 Queria te Ter Só por Uma Hora
Alina Marazzi, Itália, 2002, 55 min
Marazzi reconstitui – por meio de imagens gravadas pelo seu avô – a vida de sua mãe, que cometeu suicídio em 1972. “Ao longo da minha vida”, comenta a diretora, “o nome da minha mãe foi ignorado, escondido. O seu rosto também. Porém, tenho a sorte de vê-la se mexer, rir, correr… Até de vê-la no seu primeiro dia de vida! Vê-la crescer, aprender a andar, casar-se, me levar para passear de barco!”. A obra foi premiada na edição de 2002 do Festival de Locarno.

 [Este evento foi concebido e produzido pela equipe do Itaú Cultural]

 palácio das artes avenida afonso pena 1537 belo horizonte mg fone 31 3237 7399 palaciodasartes.com.br

 cine metrópolis avenida fernando ferrari s/nº vitória es fone 27 3335 2376 cinemetropolis.ufes.br

setembro 2009

MACHINIMAS

curadoria Isabelle Arvers

VITÓRIA ES
cine metrópolis
avenida fernando ferrari s/nº vitória es fone 27 3335 2376

sexta 21h
4 programa 1
11 programa 2
18 programa 3
25 programa 4

BELO HORIZONTE MG
palácio das artes – cine humberto mauro
avenida afonso pena 1537 belo horizonte mg fone 31 3237 7399

quarta 19h
2 palestra com a curadora e exibição de programa especial
16 programa 2
23 programa 3
30 programa 4

quarta 19h30
9
programa 1

“Não recomendado para menores de 14 anos”
[ingresso distribuído com uma hora de antecedência]

entrada franca

sinopses

programa 1

Metabup
Johann Van Aerden e Nicolas Boone, França, 2008, 6min22s
Uma multidão de avatares, convocada pela dupla de artistas, participa desta produção realizada no BUP, espaço construído no Second Life. Invadido por propagandas para o BUP, o Second Life se transforma em um lugar onde não somente os avatares mas também aqueles que os comandam são manipulados.

Among Fables and Men [Entre Fábulas e Homens]
Mads Lund e Tobias Lundmark, Dinamarca, 2007, 5min32s
A história de um homem que, de repente, acorda em uma floresta desconhecida, sem saber como ali chegou nem quem é. Feito de imagens extraídas do jogo World of Warcraft, o filme é baseado na música de Nurykabe e faz alusão ao livro Alice no País das Maravilhas.

Rusty Whispers: Denis [Sussuros Desbotados: Denis]
Robert Stoneman, Estados Unidos, 2007, 2min7s
Realizado com o jogo Half-Life 2, conta a história de um homem solitário que vive em meio aos pássaros. Sempre ocupado em criar inventos e máquinas, um dia ele tenta voar. O filme conta com narrativa em off do artista Ben Hundley e música de Aphex Twin.

Ballad of Black Mesa [Balada da Mesa Preta]
Ben Hundley e Zachariah Scott, Estados Unidos, 2007, 2min3s
Com o estilo da publicidade do iPod, esta animação mistura o jogo Half-Life 2 com música tecno, feita pelos sons do próprio game. Realizado pela produtora Litfuse, este videoclipe musical faz referência ao grupo de dança Stomp.

The Snow Witch [A Bruxa da Neve]
Michelle Pettit-Mee, Reino Unido, 2006, 10 min
Uma história de fantasmas concebida no jogo The Sims 2 e adaptada do conto Yuki-Onna (Kwaidan), de Patrick Lafcadio Hearn. Dois lenhadores, um homem idoso e seu aprendiz, Minokichi, ficam presos na floresta devido a uma tempestade de neve e encontram refúgio numa cabana. Durante a noite, Minokichi é forçado a fazer uma promessa.

What I Love About Xmas [O que Amo no Natal]
Phil Rice, Estados Unidos, 2007, 3min52s
Phil Rice, também conhecido como Overman, um dos nomes mais reconhecidos do mundo do machinima, realiza este filme satírico sobre o Natal. À pergunta: “O que você gosta nas festas natalinas?” ele responde em tom de amargura e desilusão. A produção foi criada com o software 3D Moviestorm.

Watch the World(s) [Assista ao(s) Mundo(s)]
Robbie Dingo, Estados Unidos, 2007, 4min17s
Um filme que reinterpreta a célebre tela A Noite Estrelada, de Vincent van Gogh, graças às ferramentas de criação de mundos virtuais do Second Life.

Wild Poker [Pôquer Selvagem]
David Riedel, Dinamarca, 2007, 3min46s
A noitada de um grupo de amigos que perde o controle após haver bebido demais e jogado pôquer. Criado com recursos do jogo The Sims 2, este filme retoma a tradição das produções humorísticas curtas que fizeram o sucesso das primeiras séries de machinimas.

I Mirror [Espelho]
China Tracy, China, 2007, 26 min
Documentário sobre o Second Life, estrelado pelo avatar China Tracy, da artista chinesa Cao Fei. Feito para o pavilhão chinês da 52ª Bienal de Veneza, Espelho é uma visão melancólica sobre o conceito de ilusão e o potencial de ficção nos universos virtuais.

programa 2

Chevauchée Nocturne [Cavalgada Noturna]
Les Riches Douaniers, França, 2006, 6min24s
O vídeo musical apresenta a silhueta de um herói sobre seu cavalo. Eles se movimentam lentamente em uma paisagem sem forma e sem fim. A ressonância dos passos do cavalo invade a música e o espaço. O herói é apresentado como um sonhador errante.

L’Hotel [O Hotel]
Benjamin Nuel, França, 2008, 13 min
O terrorista e o antiterrorista, figuras caricatas do jogo de guerra atual, são isolados em um hotel – um ambiente pacífico e bucólico. Eles estão, de certa forma, ociosos, ocupando o tempo. Inspirado nos games de guerra, a obra propõe um universo antiespetacular.

The Days After [Os Dias Seguintes]
André Pesch e Apollo Productions, Dinamarca, 2006, 10min14s
O mundo foi devastado por uma epidemia de gripe. Bogart, um sobrevivente, passa grande parte de seus dias no telhado dos prédios, em uma cidade sem nome, até encontrar Ingrid, outra sobrevivente. Ambos descobrem que estiveram sós durante muito tempo.

This Spartan Life, Episode 4 [Esta Vida Espartana, Episódio 4]
Bong Dern, Estados Unidos, 2006, 11min48s
Talk show feito no interior do jogo em rede Halo 2. Chris Burke, cujo pseudônimo é Laceademion, convida especialistas da cultura numérica e dos jogos de videogame para discutir com ele, enquanto assegura sua sobrevivência combatendo eventuais agressores.

Male Restroom Etiquette [Etiqueta de Banheiro Masculino]
Phil Rice, Zarathustra Studios, Estados Unidos, 2006, 9min55s
Feito com The Sims 2 e Sim City 4, e baseado nos escritos do site comunitário everything2.com, que foram publicados no ano 2000, esta animação demonstra como nossa vida e a forma pela qual funciona a sociedade dependem de nossa adesão às leis dos banheiros.

Only [Apenas]
Phil Rice, Zarathustra Studios, Estados Unidos, 2007, 5min29s
Logo após o lançamento do álbum With Teeth, o músico Trent Reznor disponibilizou arquivos multipistas de duas de suas canções, convidando seus fãs a remixá-las e distribuí-las como bem entendessem. Logo, este videoclipe aproveita a oportunidade de remixar o original da canção.

Bloodspell, Episode 1 [Feitiço do Sangue, Episódio 1]
Hugh Hancock, Strange Company, Estados Unidos, 2006, 8min28s
Os blooded são criaturas malditas que possuem sangue mágico. Eles são perseguidos pela Igreja dos Anjos. Este episódio é realizado por meio do jogo Neverwinter Nights.

World of Electors [O Mundo dos Eleitores]
Alex Chan, França, 2007, 1min43s
Entre os dois turnos das eleições presidenciais de 2007 da França, Alex Chan entrevista pessoas sobre assuntos como identidade nacional, subúrbios e crianças. As entrevistas, então, são transformadas em machinima por meio do jogo The Movies.

Fair Game [Jogo Limpo]
Strange Company, Estados Unidos, 2007, 1min36s
Produzido com o jogo World of Warcraft, o filme fala de como assumir o controle de um país que superexplora as pessoas que trabalham a terra.

programa 3

Le Danger Attaque à L’aube, Épisode 2 [O Perigo Ataca na Aurora, Episódio 2]
Bill e John, KBS Productions, França, 2006, 12min25s
Ganhador de diversos prêmios no Machinima Festival em Nova York, este filme revisita as aventuras de dois pilotos de caça que voam alto.

My Second Life [Minha Segunda Vida]
Douglas Gayeton, Submarine Channel, Reino Unido, 2007, 35 min
Em janeiro de 2007, um homem chamado Molotov Alva desaparece de sua cidade natal. Pouco depois, uma série de vídeos idealizados por um viajante de mesmo nome aparece no Second Life. Primeiro documentário sobre o mundo virtual feito dentro desse espaço.

Fair Game [Jogo Limpo]
Strange Company, Estados Unidos, 2007, 55s
Uma publicidade em forma de filme sobre o comércio justo. Criado com o The Sims 2, faz parte do projeto Comércio Justo, da sociedade de produção Machinimas Strange Company.

This Spartan Life, Blog 5 [Esta Vida Espartana, Blog 5]
Chris Burke, Estados Unidos, 2005, 7 min
Talk show feito pelo artista americano Chris Burke dentro do jogo Halo 2 com entrevistas e, mais recentemente, um blog no qual se discute a neutralidade na internet.

Person2184 [Pessoa2184]
Friedrich Kirschner, Áustria, 2005, 2min50s
Criado no jogo Unreal Tournament, o filme trata da solidão ligada a um mundo midiático que pune a proliferação das imagens e a falta de comunicação entre os seres humanos.

I’m Still Seeing Breen [Ainda Vejo os Breen]
Paul Marino, Estados Unidos, 2005, 5min5s
Um videoclipe feito no Half-Life 2 pelo precursor dos primeiros machinimas. Paul Marino retoma sequências-chaves do jogo e coloca em cena o personagem G-Man durante a música So Cold, de Breaking Benjamin.

The French Democracy [A Democracia Francesa]
Alex Chan, 2005, França, 13min9s
Filme sobre os motins nos subúrbios franceses ocorridos em 2005. Este machinima trata dos conflitos relacionados a questões raciais e de identidade. Criado dentro do jogo The Movies, proporciona outra visão dos confrontos em relação àquelas transmitidas pela mídia.

programa 4

Game Over [Fim de Jogo]
Pierce Portocarrero, Estados Unidos, 7min11s
Feito por um residente do Second Life, Game Over é um conto onírico sobre o fim de uma história de amor e sobre o fim do mundo.

Red vs Blue [Vermelho vs. Azul]
Roosterteeth Compagny, Estados Unidos, 2min38s
É o primeiro grande sucesso do machinimas, que permitiu que o fenômeno crescesse graças a diálogos bastante humorísticos. Concebido no interior do jogo Halo 2, segue as peregrinações do senhor Blue e do senhor Red, que se questionam sobre suas presenças em um universo futurista.

Phantasmagoria [Fantasmagoria]
William Flink, Suécia, 30s
Feito para a competição do moviestorm.co.uk, no qual o filme deve ter até 30 segundos, este curta-metragem retrata um estranho personagem. Trilha sonora de Electronic Noise Controller, com a música Laura’s Cup Of Blue Tea (william87.jimdo.com).

Seeing Spot, Beeing Dots [Vendo Marcas, Sendo Pontos]
Evo Szuyuan (Brigit Lichtenegger), Holanda, 9min57s
Impressão/interpretação em vídeo de um show dos artistas Juria Yoshikawa e Nnoiz Papp, no Espaço Diabolus Art no Second Life (creativemachinery.org).

Orchestral Investigations #9 [Investigações Orquestrais #9]
Gumnosophistai Nurmi (Leif Inge) e Evo Szuyuan (Brigit Lichtenegger), Holanda, 7min12s
O avatar Orchestra Metaverse bebe café em cima de um telhado no Second Life. A orquestra, a música e o local se fundem em um vídeo surreal.

Landlord Vigilante [Senhorio Justiceiro]
Eddo Stern e Jessica Hutchins, Estados Unidos, 27min50s
Landlord Vigilante conta a história de uma taxista de Los Angeles que não tem nada mais na vida a não ser sua crença nas liberdades individuais e no mercado. Este machinima é inspirado em um personagem real.

Strangerhood [Strangerhood: o Bairro Misterioso]
Rooster Teeth Productions, Estados Unidos, 6min35s
Animação criada com o jogo The Sims 2, parodiando seriados e reality shows. A série detalha a vida de oito “estereótipos diversos” que acordam em um bairro chamado Strangerhood Lane sem memória de quem são, onde estão ou como chegaram lá.

The Journey [A Viagem]
Fridrich Kirschner, Dinamarca, 7min53s
“Já que somos muitos caminhando no leito seco do rio… deixe-me contar a história daquele que, de repente, se separou para descobrir o que existe além das montanhas que governam nossa vida…” Este é um filme não interativo criado no jogo Unreal Tournament 2004.

Orientation [Orientação]
Arahan Claveau & Nebulosus Severine, Arthole e Chantal Harvey, Holanda, 4 min
Machinima filmado no Second Life, na Holanda virtual. Trata de conformidade, controle corporativo e consumismo cego.

The Body Is Obsolete [O Corpo É Obsoleto]
Chantal Harvey, Holanda, 3min34s
Em 2009, Stelarc, artista performático australiano (conhecido por ter uma orelha transplantada em seu braço), chegou ao Second Life e fez uma performance especial. Convidada a criar um machinima desse evento, Chantal Harvey decidiu filmar dentro do avatar de Stelarc.

Machinima!
Oficial Dan e Harrison Heller, Amorphous Blob, Estados Unidos, 5min4s
O oficial Dan faz uma apresentação virtual sobre machinima. Enquanto isso, ele precisa lidar com o importuno terrorista Joey, que tenta constantemente sabotar sua apresentação. O filme é o primeiro de uma série quase educacional sobre o tema.

Virtual Gantanamo [Guantánamo Virtual]
Bernhard Drax, Estados Unidos, 3min34s
A maioria dos combatentes presos no centro de detenção de Guantánamo – administrado por militares americanos – nunca foi acusada de nenhum crime. O personagem Draxtor Despres faz uma visita ao centro de detenção virtual no Second Life.

Maseno Project [Projeto Maseno]
Serenity Mercier, Estados Unidos, 5min6s
Um desfile virtual de moda que, apresentado no Second Life, tem o objetivo de arrecadar fundos para o Projeto Maseno (voltado à população de Maseno, no Quênia).

Sorrow & Hope [Tristeza e Esperança]
Carla Broek, Bélgica, 4min38s
As angústias e os sonhos em cenas retiradas do nosso cotidiano e do mundo virtual do Second Life.

My Life As An Avatar [Minha Vida como um Avatar]
Annie Ok, Estados Unidos, 4 min
Coreografia realizada por Xantherus Halberd (avatar da artista Annie Ok) no Second Life.

 

agosto 2009

DISTÂNCIAS NEGADAS

curadoria Gabriel Menotti

VITÓRIA ES
cine metrópolis
avenida fernando ferrari s/nº vitória es fone 27 3335 2376

sexta 21h
14 programa 1 e palestra com o curador
21 programa 2
28 programa 3

BELO HORIZONTE MG
palácio das artes – cine humberto mauro
avenida afonso pena 1537 belo horizonte mg fone 31 3237 7399

quarta 19h
12 programa 1 e palestra com o curador
19 programa 2
26 programa 3

“Não recomendado para menores de 14 anos”
[ingresso distribuído com uma hora de antecedência]

entrada franca

sinopses

Programa 1 – A espessura da tela
Na busca pela especificidade da pintura, um dos primeiros campos explorados pelos modernistas foi a espessura da tela. No cinema, isso também significa uma profundidade ótica precisa, de onde tanto o diretor quanto o francoatirador dominam todo o campo visual. Uma das formas de superá-la é o violento mergulho – zoom, plongé ou tiro – que desestabiliza a superfície da imagem.

WVLNT (Wavelength for Those Who Don’t Have the Time)
Michael Snow, Canadá, 2003, 15 min
O Wavelenght original, de 1967, é considerado uma exploração seminal de linguagem cinematográfica. O filme consiste basicamente em um zoom muito lento, que desperta a consciência do espectador para o tempo da própria exibição e o contexto da imagem. Nessa nova versão, o filme é “empilhado” em si mesmo, criando camadas simultâneas de som e imagem que se opõem ao zoom sequencial, produzindo diferentes formas de atenção.

A Man. A Road. A River.
Marcellvs L., Brasil, 2004, 10 min
A cheia de um rio, que toma parte de uma estrada e interrompe o fluxo normal de pessoas e automóveis, dá motivo a este poema visual. Trata-se de um retrato do cruzamento de vias e vidas e da força da natureza sobre a artificialidade. Novamente, o zoom se torna uma ferramenta para explorar os limites não apenas da cena, mas do próprio suporte.

Flatland
Detanico Lain, Brasil, 2003, 8 min
Uma viagem de barco no delta do Rio Mekong – ou flatland, como a região é conhecida no Vietnã. Do material filmado, foram selecionadas oito imagens de paisagem. Elas mostram diferentes momentos do dia no horizonte plano da região. Cada imagem foi fatiada em colunas de pixels; cada coluna, estendida até o formato original da imagem; e, por fim, cada imagem assim construída recolocada no formato de vídeo e editada com o som da filmagem. O processo, repetido 640 vezes, transforma a paisagem em uma sequência de imagens de linhas horizontais.

I’ve Got a Guy Running
Jonathon Kirk, Estados Unidos, 2006, 8 min
Obra criada com base em fotografias da guerra do Iraque liberadas pelo Departamento de Defesa norte-americano. No decorrer do vídeo, as imagens, inicialmente abstratas e pixelizadas, se revelam transparentes. O processamento digital explora a contingência da guerra, cuja natureza se torna puramente visual, acessível e operável a distância.

The Girl Chewing Gun
John Smith, Reino Unido, 1976, 12 min
Nesta clássica obra do cinema experimental dos anos 1970, o diretor, de fora do enquadramento, parece ter controle absoluto sobre tudo o que é visto na tela. Mas será que isso é verdade? O filme termina por revelar o quão longe da cena esse controle se efetiva.

Three Transitions
Peter Campus, Estados Unidos, 1973, 5 min
Nestes três exercícios, Campus explora técnicas elementares de vídeo, criando autorretratos impressionantes conforme encontra modos de trabalhar a presença do corpo, esse sólido tridimensional, na imagem eletrônica.

Paper Landscape
Guy Sherwin, Reino Unido, 1975, 9 min
O trabalho é o registro de uma performance de Sherwin. Um filme de 8 mm é projetado em uma superfície transparente. O artista, posicionado atrás da tela, a pinta de branco – e o filme se revela: é o passado que se sobrepõe ao presente, a imagem que esconde o artista.

Programa 2 – Da profundidade da projeção à extensão da cidade
As performances com projeção recuperam a tridimensionalidade do espaço e recolocam a imagem em proporções humanas. Isso nos permite pular dos lugares fechados para os abertos, do espaço privado para o público. A cidade não é apenas setting de filmagem: todo muro pode ser uma tela; toda janela, uma cabine de projeção.

4’22”
Willian Raban, Reino Unido, 2008, 4min30s
Uma nova versão do icônico 2’45”, de 1973. Ao longo de seis dias, Raban lê um texto para a câmera. A filmagem do dia anterior é projetada ao fundo desse discurso. O produto final é, segundo o artista, um filme que “começa e termina no período de sua própria confecção”, uma “soma de todas as suas exibições”.

Horror Film 1
Malcolm Le Grice, Reino Unido, 1971, 8 min
Trabalho de performance apresentado originalmente em 1971, que envolve três projeções na mesma tela. A ação, que começa rente à tela e – atravessando todo o espaço da audiência – termina nos projetores, trata da presença do corpo e de sua complexa sombra colorida.

You and I, Horizontal III
Manoela Ziggiatti, Brasil, 2009, 3 min
Depoimento do artista Anthony McCall sobre sua instalação You and I, Horizontal III, de 2007 – que integrou a exposição Cinema Sim – Narrativas e Projeções, apresentada em 2009 na sede do Itaú Cultural, em São Paulo. Trata-se de um dos trabalhos da série Solid Light Films (Filmes de Luz Sólida), que McCall produz desde 1973, utilizando tecnologia de vídeo digital. Nesta obra, a luz dos projetores cria no ambiente escuro do espaço expositivo um volume luminoso de forma abstrata e desenha, lenta e continuamente, a imagem de uma linha.

Augmented Sculptures & Urban Installations
Pablo Valbuena, Espanha, 2007-2008, 10 min
Documentação de diferentes trabalhos de Pablo Valbuena. A série de esculturas aumentadas inicia uma exploração da tridimensionalidade dos suportes de projeção, que é aplicada em larga escala nas instalações urbanas, manipulando de maneira sofisticada a perspectiva da imagem e da própria realidade.

Graffiti Research Lab: The Complete First Season
Graffiti Research Lab, Estados Unidos, 2008, 52 min
A trajetória do grupo Graffiti Research Lab, composto de um arquiteto e um engenheiro que largaram seus empregos para desenvolver ferramentas de arte baseadas em tecnologias de luz e projeção. O filme foi lançado no Festival de Sundance de 2008.

Relational Architecture: Body Movies
Rafael Lozano-Hemmer, Nova Zelândia, 2008, 6 min
Vectorial Elevation Mexico
Rafael Lozano-Hemmer, México, 1999-2000, 18 min
No trabalho de Lozano-Hemmer, a projeção de luz elementar adquire monumentalidade pública. Graças a recursos interativos – desde o mais simples jogo de sombras até sistemas de controle on-line –, o ser humano é colocado na escala dessas projeções.

Programa 3 – A densidade do circuito
É na escala do circuito que as fronteiras entre produção e consumo são efetivamente negociadas. No ritmo lento dessa macroestrutura, o efeito mais evidente do cinema é sua apropriação enquanto forma sociocultural. Sob esse parâmetro – que se aproxima dos critérios da história –, filmes de arte, blockbusters e pornografia não parecem assim tão diferentes.

Steal This Film – 1 and 2
The League of Noble Peers, Reino Unido e Alemanha, 2006-2007, 96 min
Documentário sobre compartilhamento de arquivos on-line e suas implicações legais. A primeira parte acompanha a saga do site sueco The Pirate Bay, cujos responsáveis foram condenados legalmente por infrações de direito autoral. A segunda faz uma análise mais detalhada das dinâmicas peer-to-peer e de suas implicações culturais e econômicas.

julho 2009

BERLIM: TRÂNSITOS E TRANSFORMAÇÕES

curadoria Hugo Fortes
assistente de curadoria Sissí Fonseca

VITÓRIA ES
cine metrópolis
avenida fernando ferrari s/nº vitória es fone 27 3335 2376

sexta 21h
3 programa 1 e palestra com o curador e a artista alemã Antje Engelmann
10 programa 2
17 programa 3
24 programa 4
31 programa 5

BELO HORIZONTE MG
palácio das artes – cine humberto mauro
avenida afonso pena 1537 belo horizonte mg fone 31 3237 7399

quarta 19h
1 programa 1 e palestra com o curador e a artista alemã Antje Engelmann
8 programa 2
15 programa 3
22 programa 4
29 programa 5

“Não recomendado para menores de 14 anos”
[ingresso distribuído com uma hora de antecedência]

entrada franca

sinopses

Programa 1 – Re(des)construção e paisagem urbana
A paisagem urbana berlinense sempre passou por modificações, desde aquelas percebidas pelos construtivistas do início do século XX até as ocorridas em razão das guerras e após a queda do Muro de Berlim. As obras deste programa estabelecem reflexões poéticas sobre essas transformações.

Dynamik der Großstadt – ein Filmisches Experiment Nach L. Moholy-Nagy [Dinâmica da Metrópole – Um Experimento Cinematográfico A Partir de L. Moholy-Nagy]
Universität der Künste Berlin: Andreas Haus, Walter Lenertz e grupo, Alemanha, 2005-2006, 7min
Obra realizada pelo grupo de pesquisa da Universität der Künste, de Berlim, com base em um projeto do artista construtivista László Moholy-Nagy (elaborado entre 1921 e 1922 e jamais filmado – cortesia de Hattula Moholy-Nagy, de Ann Arbor, Michigan, Estados Unidos). Com uma estética embasada no construtivismo, no dadaísmo e no futurismo, o filme retrata as energias formais e emocionais da grande cidade em movimento.

The Seven Boxes of Pandora [As Sete Caixas de Pandora]
Silvia Marzall, Alemanha, 2005, 19 min
Sete caixas iluminadas geram sombras que se sobrepõem e se dissolvem, servindo como metáfora para as ideias de construção e desconstrução. A obra ensaia um diálogo com os filmes experimentais produzidos em Berlim nos anos 1920.

Citypoem Opus 1 [Poema-Cidade Opus 1]
Karen Thastum, Alemanha, 1997, 5 min
As construções e as desconstruções que ocorrem no maior canteiro de obras da Europa, localizado entre a Potsdammer Platz e a Friedrichstrasse, são retratadas em um balé de guindastes, ao mesmo tempo elegante e grotesco.

Übergang [Transição]
Hugo Fortes, Alemanha, 2004, 14 min
Vídeo sobre passagens, transições e deslocamentos mostra imagens produzidas durante um trajeto de metrô entre pontos centrais de Berlim Ocidental e Berlim Oriental.

Noturno
Hugo Fortes, Alemanha, 2006, 5 min
Neva. É noite. Os últimos motoristas e transeuntes voltam para suas casas. Apenas os faróis continuam a piscar. Um vídeo sobre a melancólica paisagem noturna de Berlim, o tempo, o trânsito e o fluxo da vida.

But I Can´t Trace Time [Mas Não Posso Traçar o Tempo]
Sarah Schoenfeld, Alemanha, 2004, 9 min
No curso das transformações políticas e estruturais da cidade, antigos prédios desaparecem, demolindo as memórias, as projeções e as percepções individuais da história.

Programa 2 – Convivência sociopolítica
Os conflitos culturais e políticos que ocorrem em uma cidade carregada de contrastes e marcada pela separação e pela convivência de diferentes formas de vida social são ressaltados no trabalho destes artistas. A tolerância ao outro, os costumes e os modos de agir, os preconceitos e as idiossincrasias pessoais são postos à prova no embate das relações sociais.

Weiter [Continue]
Ulf Aminde, Alemanha, 2003, 10 min
Em um terreno abandonado, punks brincam de dança das cadeiras. Um comentário irônico sobre os costumes.

Täter und Opfer [Criminosos e Vítimas]
Ulf Aminde, Alemanha, 2004, 9 min
Desempregados jogam futebol em uma pracinha de Berlim Oriental. O vídeo é dividido em duas projeções: à esquerda, os homens chutam para o gol; à direita, eles se embebedam, antes e depois do jogo.

Former East/Former West [Antigo Oeste/Antigo Leste]
Shelly Silver, Alemanha, 1994, 62 min
Com base em centenas de entrevistas realizadas em Berlim dois anos após a reunificação alemã, o documentário questiona as diferenças ideológicas e cotidianas entre os moradores do Leste e do Oeste, discutindo questões de identidade e pertencimento social.

Programa 3 – Artificialidade e consumo
Em um mundo tomado pela globalização e pelo capitalismo, a cidade começa a perder sua identidade histórica e as fronteiras entre realidade e ficção tendem a se dissolver. O olhar pós-moderno destes artistas volta-se para as imagens anestesiantes da publicidade e da moda.

Blue Box Berlin [Berlim Caixa Azul]
Nina Hoffmann, Alemanha, 2009, 11 min
As imagens de grandes cartazes de publicidade servem de pano de fundo para os acontecimentos deste filme. A artificialidade é reforçada pela apresentação de uma falsa pesquisa de opinião, na qual a personagem responde a perguntas absurdas e genéricas em um cenário construído.

Miss Baghdad
Frederic Detjens, Alemanha, 2007, 80 min
O personagem principal desta obra se vê impossibilitado de organizar um protesto contra a guerra do Iraque porque, em uma cidade tomada pela moda, pela publicidade e pela vida superficial, ninguém lhe dá atenção. Ele tem sua vida modificada após conhecer um publicitário, disposto a transformá-lo em um líder midiático. Porém, encontra, novamente, apenas superficialidade e um glamour sem sentido. A filmagem privilegia o uso do chroma key, o que provoca um desencontro entre os cenários e os personagens, transmitindo a ideia de que tudo é falso, passageiro e superficial.

Programa 4 – Identidades em confronto
Uma metrópole cosmopolita como Berlim é palco para o encontro e o desencontro dos mais variados tipos humanos, de diferentes nacionalidades, posturas e visões de mundo. Os papéis sociais aceitos são constantemente postos em dúvida por meio do confronto com o outro. Sensações de estranhamento diante do desconhecido e das mudanças, conflituosas afirmações de identidade, revisão das memórias diante de novas realidades e questionamento das imposições da sociedade são os temas que permeiam estes vídeos.

#13 (Série R)
Silvia Marzall em cooperação com Wolf Hahndorf, Alemanha, 2006, 2 min
Sobre os telhados de Berlim, um casal mascarado realiza uma videoperformance a respeito dos relacionamentos e papéis sociais.

Mujeres de la Calle [Mulheres da Rua]
Silvana Franzetti, Alemanha, 2005, 11 min
Com imagens de grafites e cartazes das ruas de Berlim, o vídeo apresenta um poema da diretora, nascida na Argentina, a respeito de sua percepção sobre as mulheres berlinenses. No final, a própria artista, registrada por uma câmera de segurança, aparece lendo o texto.

Pyromanic Exercises [Exercícios Piromaníacos]
Martyna Starosta, Alemanha, 2009, 11 min
Nesta irônica videoperformance – espécie de parábola sobre poder, impotência e terrorismo –, a diretora afirma ser capaz de, por meio de poderes telepáticos, provocar incêndios em lojas de departamento, shopping centers e outros símbolos do capitalismo.

I Fuck You [Eu Te Fodo]
Rabi Georges, Alemanha, 2007, 4 min
Nesta videoperformance, o artista desafia valores da sociedade, interagindo corporal e sensualmente com esculturas e monumentos públicos, em uma atitude iconoclasta e desafiadora.

Immer Nach Hinten [Sempre para Trás]
Antje Engelmann, Alemanha, 2008, 8 min
Lançando mão do humor e do ritmo animado de um videoclipe, a artista acerta contas com sua cidade de origem, uma pequena vila no interior da Alemanha. Ao dançar e cantar um rap com seus irmãos, ela questiona o isolamento e o tradicionalismo do vilarejo.

Renate
Antje Engelmann, Alemanha, 2005, 54 min
A diretora acompanha sua tia Renate, uma prostituta de 50 anos, em uma viagem ao encontro de seu passado. O documentário registra desde a presença de Renate em festas de família até o seu dia a dia como prostituta, com suas angústias, prazeres e memórias.

Programa 5 – Memórias possíveis
Os filmes deste programa apresentam relações com o passado, tanto em termos pessoais e afetivos como na memória social e histórica. O trânsito entre os tempos presente e passado torna as memórias imprecisas e borradas, oscilando entre os fatos e as fantasias da imaginação.

Archaelogy [Arqueologia]
Daniel Kupferberg, Alemanha, 2005, 9 min
Em um bunker da Segunda Guerra Mundial, um arqueólogo defronta-se com objetos cobertos pela poeira acumulada por cem anos. Subitamente, os objetos começam a ganhar vida, remetendo de forma surreal ao caráter inapreensível do passado.

Eine Zerstäubung in Mehreren Posen [Uma Pulverização em Diversas Poses]
Carola Schmidt, Alemanha, 2005, 13 min
Após um sono centenário, atrizes despertam em um velho teatro e começam a disputar uma vaga em uma audição. No porão do local, um personagem limpa com vigor todo o pó do século, dissolvendo sua própria imagem. Outra figura misteriosa engole algodão, enquanto poemas sobre memória e culpa são lidos por várias vozes. Nesse vídeo de impressionante resultado visual, a pulverização da história e seu apagamento são apresentados de maneira surreal e poética.

The Last Trick [O Último Truque]
Carola Schmidt, Alemanha, 2006, 5 min
Com a mesma linguagem surreal utilizada no filme anterior, a diretora cria um vídeo que dialoga com os antigos filmes mudos, confundindo a percepção do espectador.

Berlin – Been There/To Be Here [Berlim − Estando lá para Estar Aqui]
Claudia Aravena, Chile/Alemanha, 2000, 13 min
Relacionando a memória dos locais registrados à sua própria memória individual, a artista, nascida no Chile, apresenta imagens que ilustram a sua identidade e a percepção do estrangeiro.

Berlin: Symphonie der Großstadt [Berlim: Sinfonia de uma Metrópole]
Walther Ruttmann, Alemanha, 1927, 52 min
Esta obra histórica apresenta o cotidiano de Berlim por meio de uma montagem vanguardista para a época. A energia da grande metrópole é captada em cinco atos, que descrevem um dia na cidade, destacando cenas da vida nas ruas e nas indústrias.

junho 2009

curadoria Paula Alzugaray

VITÓRIA ES
cine metrópolis
Av. Fernando Ferrari, s/n
Goiabeiras, CEP 29060-410
Telefones 27 3335.2376/ 27 3335.2379 (fax)

quinta 4
21h programa de abertura

sexta 19
19h programa 1 real
21h programa 2 falso

sexta 26
21h programa 3 imaginário

BELO HORIZONTE MG
palácio das artes – cine humberto mauro
avenida afonso pena 1537 belo horizonte mg
fone 31 3237-7399

quarta 3
19h palestra com a curadora e exibição do programa de abertura

quarta 10
19h programa 1 real

quarta 17 
19h programa 2 falso

quarta 24 
19h programa 3 imaginário

“Não recomendado para menores de 14 anos”

[ingresso distribuído com uma hora de antecedência]

entrada franca

sinopses:

PROGRAMA DE ABERTURA

En Français
Sandra Kogut, França, 1993, 22 min
Todos os dias, durante um ano, a diretora gravou com uma pequena câmera imagens de seu cotidiano. Ao perceber que as situações gravadas se pareciam com cenas de um filme e que as conversações soavam como diálogos de um roteiro, ela construiu um “filme de amor”. Extrair ficção de situações reais está entre as ações deste trabalho.

Unfinished
Sophie Calle (em colaboração com Fabio Balducci), Estados Unidos/França, 1988-2003, 31min18s
Em 1988, um banco americano convidou Sophie Calle para desenvolver um projeto com base em registros feitos por câmeras de vigilância em caixas eletrônicos. Uma dessas imagens mostrava uma mulher descontando um cheque roubado. O cheque é falso, mas o que dizer em relação à história contada no filme? Ela é real? A ambivalência dá o tom das obras dessa artista, que aqui narra etapas de uma crise criativa – já que ela nunca deu o projeto por terminado.

PROGRAMA 1 – REAL
Relatos audiovisuais de experiências e situações vivenciadas pelos artistas – que demonstram como a documentação é uma empresa flexível, e a memória, um ato seletivo.

Vete al Diablo!
Federico Lamas, Brasil/Argentina, 2008, 4min50s
Do alto de uma janela, o artista registra o cotidiano do centro de São Paulo – e percebe que o objeto de seu voyeurismo (um homem pregando) é uma fantasmagoria, uma realidade na iminência de desaparecer.

Buraco
Gisela Motta e Leandro Lima, Finlândia/Brasil, 2007, 8min10s
O cotidiano de um bairro é afetado pela presença de visitantes estrangeiros. Ao inserir imagens de estabelecimentos comerciais de São Paulo na paisagem urbana de Helsinque, Finlândia, a dupla de artistas explora relações de deslocamento temporal e espacial, conciliando invenção e documentação.

503 – Diário de Viagem
Caetano Dias, Brasil, 2008, 8min14s
A realidade de um viajante solitário que vive num apartamento de hotel é mediada por encontros virtuais em sites de relacionamento e pela presença de personagens de filmes e seriados de TV. Um suposto diário registra um cotidiano simulado.

Letter to Lloyd [Carta a Lloyd]
Veronica Cordeiro, Inglaterra, 2007, 26 min
A vida de imigrantes negros do Caribe e da África em Londres. A barbearia onde o enredo se desenvolve é fechada sem aviso prévio – e seu proprietário, Lloyd, desaparece. Para preencher a lacuna, a diretora trava um diálogo virtual com Lloyd, abordando questões formais e éticas inerentes à linguagem documental e etnográfica na representação do “outro”. O filme se torna um diálogo com o sujeito filmado, no formato de uma carta.

Diário do Sertão
Laura Erber, Brasil/França, 2003, 14 min
O sertão é encarado como um espaço misterioso de representação que mantém tensionadas história, memória e ficção. Ao refazer fragmentos de percursos de personagens do romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, o filme apresenta uma realidade empalidecida pela névoa da literatura.

Mestres da Gambiarra
Cao Guimarães, Brasil, 2008, 30 min
O vídeo observa o universo da improvisação, a arte da gambiarra exercitada por profissionais de diferentes áreas: um técnico de laboratório de biologia, um profeta e um neurocientista.

PROGRAMA 2 – FALSO
Ambivalência, duplicidade, fantasmagoria, aparências enganosas, mentira, ilusão. Crítica ou ironicamente, o artista assume a trucagem para construir um discurso de falsificação da história. A ficção é vivida como verdade.

O Engano É a Sorte dos Contentes
Tatiana Blass, Brasil, 2007, 4 min
Em um lugar insólito, uma apresentadora constrói uma argumentação a favor da persuasão, convocando o público a aderir ao engano e à ilusão. Enquanto isso, ao seu lado, um mágico executa um número de levitação de uma esfera. A fraude ganha proporção de verdade absoluta.

Diana, the Rose Conspiracy
Martin Sastre, Uruguai, 2005, 20 min
Lady Di não morreu. Ela vive em uma favela, na periferia de Montevidéu, Uruguai, onde leva uma vida feliz e anônima dando aulas de ioga aos vizinhos e passeando com Washington, seu namorado de 24 anos. Baseada em hipóteses conspiratórias sobre o acidente da princesa de Gales, essa história planeja uma conspiração às avessas, onde os bons vencem.

Não Há Ninguém Aqui #1
Wagner Morales, São Paulo, 2001, 4min21s
A narrativa é produzida pela sequência de recados gravados em uma secretária eletrônica em resposta a um falso anúncio de jornal. A impossibilidade do encontro e a indefinição das identidades – tanto do propositor do anúncio quanto das candidatas ao cargo – fazem do trabalho um jogo de esconde-esconde.

El Pintor Tira el Cine a la Basura
Cao Guimarães, Espanha/Brasil, 2008, 5 min
As ilusões do cinema são desfeitas por um pintor de parede, encarregado de pintar de branco o retângulo onde o vídeo Da Janela do Meu Quarto, do mesmo autor, está sendo projetado, em um museu em Burgos, Espanha. No fim, o filme vai parar na lata de lixo junto com a máscara de pintura.

Faux Rapport
Ivan Claudio, Brasil, 2007, 5 min
Ponto de vista voyeurístico sobre a intimidade de um casal. O título (“relatório falso”, em português) refere-se a um procedimento de montagem usado por cineastas dos anos 1960, o faux raccord – marcado por recursos sujos de sobreposição de imagem e um som direto e não equalizado. Falso documentário, o vídeo funciona como um truque, ou um trocadilho.

Não Há Ninguém Aqui #2
Wagner Morales, Brasil, 2001, 2min25s
O artista, que no primeiro vídeo da série se escondia sob a identidade de certo Pedro, revela-se diante da câmera enquanto dirige seu carro e escuta os recados de sua secretária eletrônica.

Crime de Boca
Janaina Tschäpe, Brasil, 2004, 5 min
Realizado no vilarejo de Bocaina, em Minas Gerais, este falso documentário se debruça sobre acontecimentos sobrenaturais ocorridos na região. O vídeo evoca a fotografia ocultista do final do século XIX, que buscava proporcionar aos incrédulos as provas materiais da existência de fantasmas, fadas e feitos alucinatórios, como a levitação.

Extramission 2 – The Trilogy
Lindsay Seers, Inglaterra, 2006, 36 min
Vídeo dividido em três episódios. O primeiro aborda o desejo da artista de se tornar uma câmera, utilizando a cavidade da boca como o corpo do equipamento e os lábios como obturador; o segundo discorre sobre suas performances com ventríloquos; e o terceiro mostra as investidas recentes em se tornar um projetor.

PROGRAMA 3 – IMAGINÁRIO
Reconstruções poéticas de registros de câmera. Histórias que se aproximam do terror, do suspense, da ficção científica, da fábula e da crônica de costumes. Narrativas que se equilibram no limite da possibilidade.

Ceia
Sara Ramo, Brasil, 2001, 12min30s
Filmado em um único plano, o trabalho mostra a preparação de um jantar e a gradual desconstrução de uma cozinha. O ritual denuncia a frágil ordem do cotidiano e anuncia a desordem e a impossibilidade como método.

Tokyo
Rodrigo Matheus, Brasil, 2008, 6min25s
Zoom out da cidade de Tóquio, gravado via satélite. O trajeto parte de uma distância de seis metros de altura do chão, quando ainda é possível discernir casas e ruas, e termina no ponto em que os ícones de sinalização do Google Earth transformam a cidade em pura virtualidade.

Retratante e Retratado
Cristiano Lenhardt, Brasil, 2007, 2 min
Na origem dos tempos, quando ainda não existia significante ou significado, dois seres sem identidade estabelecem as primeiras formas de contato. Nessa linguagem original, os signos iniciais são flashes, obturadores, disparadores, lentes e instrumentos musicais.

Zero
Sabrina Montiel-Soto, França, 2003, 5 min
Após cirurgia, uma laranja geneticamente modificada escapa de um laboratório de pesquisas. Seu percurso é acompanhado pela câmera.

Floreados do Repique
Gabriela Greeb, Brasil, 2000, 21 min
Contemplativo e participativo, o vídeo busca captar o encontro fortuito do samba com o hip-hop e os territórios sonoros do Rio de Janeiro durante o Carnaval.

Canto Doce – Pequeno Labirinto
Caetano Dias, Brasil, 2007, 18min25s
A preparação de um labirinto de açúcar, desde seu cozimento até sua instalação numa estação ferroviária de Salvador, onde o trabalho desperta reações públicas e incita participações poéticas. Documentário híbrido, o vídeo é o registro da construção de uma realidade à parte.

Nightmare
Janaina Tschäpe, Estados Unidos, 2001, 3min52s
Transfigurações do corpo e distorções da voz fazem com que os âmbitos da vida, da morte, do sonho e da cinematografia se entrelacem em uma mesma matéria imprecisa.

La Patrulla Oceanica
Sabrina Montiel-Soto, Venezuela, 2007, 9 min
A vigilância e seus sistemas de observação e controle são as questões centrais desta ficção. Um vigilante da Atlântida sobe à superfície para fazer pesquisas sonoras. Um misterioso bambolê acompanha-o nas buscas. Durante o caminho, será revelado o verdadeiro propósito da viagem.
 

maio 2009

curadoria Clarice Reichstul

VITÓRIA ES
cine metrópolis

sexta 21h
8 palestra com curadora e exibição do programa 1
15 programa 2
22 programa 3
29 programa 4

BELO HORIZONTE MG
palácio das artes – cine humberto mauro

quarta 19h
6
programa 1
13 programa 2
20 programa 3
27 programa 4

“Não recomendado para menores de 14 anos”

[ingresso distribuído com uma hora de antecedência]

entrada franca
 

sinopses:

PROGRAMA 1

Mato Eles?
Sérgio Bianchi, São Paulo, 1983, 35 min, 16mm
Documentário (?) sobre a situação dos índios da reserva de Mangueirinha, no sudoeste do Paraná, onde a Funai – que supostamente deveria proteger os moradores do local – patrocina o lento extermínio das três etnias que lá habitam.

Alphaville 2007 d.C.
Paulinho Caruso, São Paulo, 2007, 16 min, 35mm
Em meio a uma dissimulada guerra civil, um caubói e um executivo acertam as contas do apartheid social brasileiro.

Os Filmes que Não Fiz
Gilberto Scarpa, Minas Gerais, 2008, 16 min, 35mm
Um diretor relembra todos os projetos que não realizou.

PROGRAMA 2

Sem Essa Aranha
Rogério Sganzerla, Rio de Janeiro, 1970, 102 min, 35mm
Chanchada psicodélica em que tudo se mistura: circo, Luiz Gonzaga, striptease, números musicais, Zé Bonitinho e suas mulheres… Enfim, um retrato explosivo do Brasil da época – retrato que, infelizmente ou não, ainda soa contemporâneo.

PROGRAMA 3

Samba Canção
Rafael Conde, Minas Gerais, 2002, 85 min, 35mm
Um diretor e sua produtora tentam de todas as maneiras possíveis terminar seu primeiro longa-metragem – que se altera a cada corte do orçamento. Do 35mm colorido ao preto e branco; do 16mm ao super-8… Até chegar ao vídeo.

PROGRAMA 4

The Real Zandonai
Guilherme Marcondes, São Paulo, 2004, 1 min, vídeo
Obra-prima esquecida que mudou a história da animação mundial.

Meu Nome É Paulo Leminski
Cezar Migliorin, Rio de Janeiro, 2004, 5 min, vídeo
Pai irrita filho obrigando-o a repetir incessantemente um poema de Paulo Leminski.

Black Soul Foda
Hermes e Renato, São Paulo, 2007, 23 min, vídeo
As aventuras e desventuras de uma banda iniciante no universo das grandes gravadoras.

Mosh
Edilaine Cunha, São Paulo, 2007, 4 min, vídeo
Loop de vídeo em que a artista simula um mosh – movimento de fãs que frequentam shows de música e, no calor do momento, se jogam do palco para a plateia, onde são amortecidos pelo público.

Rock Rockets – Roqueiros Também Amam
Luis Carone, São Paulo, 2006, 3 min, vídeo
Uma poção mágica altera a percepção de realidade de um grupo de roqueiros.

Onde Andará Petrucio Felker?
Allan Sieber, Rio de Janeiro, 2001, 13 min, 35mm
A trajetória do artista e agitador cultural Petrucio Felker é contada por meio de depoimentos de seus contemporâneos.

A Bela P…
João Marcos de Almeida, São Paulo, 2008, 26 min, vídeo
Viagem psicodélica por cinco partes fundamentais do corpo humano.

Blackout
Daniel Rezende, São Paulo, 2008, 10 min, 35mm
Num dia em que nada mais poderia dar errado, um assessor parlamentar e um suplente se encontram em um depósito da câmara para fumar maconha.

 
abril 2009

curadoria Jorge La Ferla

VITÓRIA ES
cine metrópolis

sexta 21h
2 programa 2
17 programa 3
24 programa 4

quinta 19h
9 palestra com o curador e exibição do programa 1

BELO HORIZONTE MG
palácio das artes – cine humberto mauro

quarta 19h
8
palestra com o curador e exibição do programa 1
15 programa 2
22 programa 3
29 programa 4

“Não recomendado para menores de 14 anos”

[ingresso distribuído com uma hora de antecedência]

entrada franca

PROGRAMA 1

Preparação II
Letícia Parente, Brasil, 7´40´´, 1976.
Registro de uma ação sobre o corpo da artista, que é submetida a diversas inoculações. As substâncias líquidas da seringa contêm vacinas simbólicas que oferecem anticorpos críticos contra os preconceitos da arte e do público dentro do contexto do marco político e cultural do Brasil sob a ditadura dos anos 70.

The Space Between the Teeth
Bill Viola, 1977, 10:13 min, cor, som
A figura do autor enquadrado resgata a idéia de sua imagem visual, mas também sonora. O corpo é a fonte de um fenômeno acústico epicentro da introdução de um quadro sonoro. A ação do grito se estrutura com base no deslocamento da câmera por um corredor no qual o plano termina em um detalhe da boca do personagem. Esta ação de escrita do movimento e do tempo termina com uma fotografia instantânea.

Living with the Living Theatre
Nam June Paik, com Betsy Connors e Paul Garrin.
1989, 28:30 min, cor, som
Reconstrução em vídeo da vida do diretor de Living Theatre, Julian Beck, e de uma época inesquecível, e perdida, da cultura alternativa e da cultura americana.

Girl Power
Saddie Benning, 15´, EUA, 1992.
Manifesto sobre as formas de documentar, a partir do audiovisual, uma postura política na angustiante e lânguida década de 90. A revolta contra as instituições se traduz em uma visão sobre o próprio corpo durante a languidez da década dos 90 nos EUA.

Carlos Nader
Carlos Nader, 15´30´´, Brasil, 1998
O nome do vídeo coincide com o nome do autor, reproduzindo a partir do autorretrato a rejeição à biografia, ressaltando, assim, o caráter profundo de uma busca pessoal através da criação artística audiovisual. A impossibilidade de conceber idéias sobre a essência da condição humana abre possibilidades expressivas mais complexas que vão da imagem onírica a uma visão interna transbordante em seu vazio existencial.

PROGRAMA 2

Ação e dispersão
Cezar Migliorin, 5´40´´, Brasil, 2003.
O que sobra de uma subvenção para o desenvolvimento audiovisual de uma corporação brasileira é a desculpa para obter um subsídio aplicado a viagens, estadias e olhares sobre o próprio realizador. Uma ironia sobre as subvenções para artes audiovisuais permitidas pelas leis de patrocínio a partir de uma visão crítica sobre a decadência da vídeoarte.

Fear
Claudia Aravena, 14´ 30´´, Chile, 2007
Uma leitura sobre o medo – a partir das imagens midiáticas, do discurso, do cinema, da TV e da Internet – na primeira década do terceiro milênio marcada pelo pós 11.9. A intolerância e a fobia imperantes são evidenciadas a partir de nomes, que vão desde patologias médicas até preconceitos do cinema espetáculo e da TV sobre o outro. O corpo da artista é o campo de batalha deste hipertexto contemporâneo sobre a intolerância humana.

Narciso no mijo
Rodrigo Castro de Jesus, 6’, Brasil, 2006.
Performance. O artista urina no chão e com o reflexo cria um auto-retrato. Fugindo do trágico fim do mitológico Narciso, o autor seca a urina com um ferro de passar, e sua imagem desaparece com o vapor.

Granada
Graciela Taquini, 6´, Argentina, 2005
Testemunho do cativeiro e memória do desaparecimento por meio das leituras do rosto de outra pessoa enquanto verbaliza o relato dos acontecimentos durante a última ditadura militar na Argentina. O discurso dramático do desaparecimento é desviado para um distanciamento sutil no qual a voz da realizadora coloca em cena a ação de construir um vídeo que nos relata os trágicos acontecimentos e a forma de construir um discurso pessoal associado ao testemunho do outro.

Tômbola
Ximena Cuevas, México, 7´, 2001
A máquina televisiva é questionada pela presença da realizadora, protagonista polêmica de um talk show televisivo no México. Ximena Cuevas se desloca do lugar do convidado para uma ação subversiva in extremis como, por exemplo, gravar em vídeo a câmera de TV, ao vivo e diretamente. Esta confrontação de dispositivos é o conceito que permite enfrentar, diferenciando a máquina TV do vídeo, através da imagem da autora imersa no dispositivo midiático de massa.

O tempo não recuperado
Lucas Bambozzi, DVD ROM, Brasil, 2004.
(Demonstração de navegação: 10min´)
Através do software Korsakov, Bambozzi reformula a idéia do autorretrato e do documentário em vídeo, considerando o aleatório e a interatividade como propostas de pensamento e programação, e observando a especificidade do trabalho com um computador. A memória audiovisual já não é mediada pela linearidade do projetor de cinema ou da editora de vídeo, ela é regida por algoritmos. Os arquivos de vídeo são reconvertidos em arquivos digitais que são manipulados por um programa que simula a ordem impossível da lembrança das memórias pessoais do passado midiatizadas.

Sunlight
Gustavo Galuppo, Argentina, 36´, 2008.
Um vídeo sobre História(s) do Cinema e do próprio realizador. A trágica vida de Jacques Steiner, pioneiro na invenção da máquina cinematográfica; o personagem de Judy Garland, em “O mágico de oz”; câmeras de vigilância; e Galuppo no processo de realização deste vídeo são os eixos da trama.

PROGRAMA 3

En mi menor
Neyeri Ávalos, México, 12´40´´, 2002
Um país, México, um ambiente familiar em Chiapas e um autorretrato como contexto de um conflito irreconciliável entre o eu da autora, as instituições e a ação de contá-lo. O íntimo é produto de uma tentativa de relato que conflui na colocação em cena do corpo da artista e as ações que revelam a figura feminina em um confronto irreconciliável entre ela e o ambiente.

Balaou
Gonçalo Tocha, Portugal, 77´, 2007.
O registro de uma travessia marítima é a condição que permite considerar o relato da existência da pessoa que olha, registra imagens e pensa. O passado familiar e as lembranças pessoais fazem parte de uma estrutura que combina o relato de ações no presente do registro no contraponto do autorretrato.

PROGRAMA 4

Los rubios
Albertina Carri, Argentina, 89´, 2003
Albertina Carri é a protagonista, personagem e realizadora desta obra, que mostra uma história diversa do documentário, que vai do cinema ao vídeo e trabalha de forma virtuosa a trilha sonora, a animação e o design tipográfico. A atriz que personifica Carri faz parte de uma trama que permite reconstruir de forma complexa e dolorosa o desaparecimento forçado do casal Carri, pais da realizadora, durante a ditadura militar. A verdade dos fatos é somente uma possibilidade diante das dissímeis versões, das dúvidas e da confusa memória de relatos que formam uma obra de escrita sofisticada, que demole os lugares comuns que tratam desse período trágico da história argentina.

8 Respostas para “programação”

  1. Autores em Busca de Personagens « Mostravídeo Itaú Cultural Disse:

    [...] programação [...]

  2. Duas vezes Itaú Cultural « Grupo de Estudos Audiovisuais Disse:

    [...] Quarta-feira, 15 Abril, 2009 Sem-categoria 0 Comentários Mais uma sexta, mais um programa da [...]

  3. Anselmo Loyola Disse:

    Gostaria de saber se posso enviar um vídeo em que participei da produção. Na verdade são dois. Um documentário (Sobre a Festa da Penha – Ago,2008) e outro ficção (Baseado numa história real – Jan,2009). Eles foram produzidos enquanto eu era aluno do curso técnico em Produção de Vídeo no CEET Vasco Coutinho em Vila Velha/ES.

    No aguardo,
    Anselmo Loyola

    • juliaarana Disse:

      Olá Anselmo,

      Você gostaria de enviar seu vídeo ao Itaú Cultural ou ao curador Jorge La Ferla?

      Um abraço,

      Julia

  4. Berlim: trânsitos e transformações « Grupo de Estudos Audiovisuais Disse:

    [...] Ao pensar uma mostra sobre Berlim, não pude deixar de refletir sobre os trânsitos e transformações que ali ocorrem com tanta presença… Trânsitos de pessoas das mais variadas procedências e identidades e trânsitos entre o presente e o passado que aparecem em todas as esquinas desta metrópole. Não é por acaso que uma mostra sobre Berlim não inclui apenas artistas alemães, mas também brasileiros, dinamarqueses, americanos, austríacos, poloneses, argentinos e chilenos. Ao trafegarmos pelo metrô de Berlim, ouvimos constantemente as mais variadas línguas e ficamos tentando advinhar qual a nacionalidade daquele que se senta ao nosso lado. É na convivência no espaço público que exercitamos esta democracia, que se inicia com o estranhamento e com a curiosidade sobre o outro e deve desaguar na compreensão mútua e na colaboração criativa.  O contato com o outro, entretanto, nem sempre é fácil e gera conflitos e revisões de preconceitos.  Estas dinâmicas de identidades aparecem com toda a força nesta mostra, sobretudo nos programas 2 e 4. [...]

  5. Machinimas « Grupo de Estudos Audiovisuais Disse:

    [...] a programação completa aqui. É nessa sexta, dia 04, às 21h, no Cine Metrópolis. Entrada [...]

  6. Kelli Garner Disse:

    Really nice posts. I will be checking back here regularly.

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