Bordas

Novembro 5, 2009

Os filmes de ficção feitos por realizadores amadores às bordas do cinema institucionalizado sempre constituíram uma grande aventura. Tal aventura tem se intensificado de maneira generalizada, no mundo todo, a partir do surgimento de novas tecnologias de captação, edição e distribuição de imagens e sons através da internet.

Com isso, centenas de novos produtos e diversas novas particularidades vêm se somar ao que a pesquisa sobre o cinema brasileiro de bordas vem recolhendo nos últimos três anos, suscitando dicussões interessantes sobre o recorte escolhido para cada seleção de filmes.

Na Mostravídeo de novembro, priorizaram-se obras comunitárias que dão destaque ao caráter local dos produtos audiovisuais. Nesse sentido, realizadores sem formação alguma na área do audiovisual (como Manoel Loreno e Francisco Caldas de Abreu Jr) juntam-se a realizadores com formação universitária (como Joel Caetano e Dimitri Kozme) no espírito de contar histórias próprias em parceria com os amigos mais próximos, mas sempre recorrendo a um repertório comum obtido através dos produtos midiáticos.

Não por acaso, o caráter comunitário desse tipo de produto cultural tem despertado interesse do próprio cinema mainstream brasileiro e estrangeiro, que, nos últimos anos, tem trazido filmes que tratam das realizações amadoras. Entre esses filmes, podemos destacar “Saneamento Básico”, de Jorge Furtado, e “Rebobine por favor”, de Michel Gondry. Esses dois longas recentes de grande sucesso comercial tematizaram justamente um tipo de atividade cultural que, nos últimos anos, tem sido experimentada por um número cada vez maior de pessoas, mas, ao mesmo tempo, se dispersa e perde parte de seu caráter de aventura.

Assim, filmes como “Loreno contra o espantalho assassino”, realizado em Mantenópolis/ES, ou “Rambú III – O Rapto do Jaraqui Dourado”, feito na periferia de Manaus/AM, ganham uma surpreendente força reveladora da paixão pelo cinema e da intensidade da expressão audiovisual, inclusive quando esta se dá de maneira intuitiva e espontânea.


CINEMA DE BORDAS

Outubro 29, 2009

O mundo é hoje construído sobre todo tipo de suporte, habitado por todo tipo de filme e experimentado por todo tipo de espectador. É nesse lugar que ocorre, também, o “cinema de bordas”, termo cunhado pela pesquisadora Bernadette Lyra para identificar as características específicas de produção e exibição ligadas a um universo periférico, paralelo àquele composto pelas instituições detentoras do poder dentro do emaranhado do território cinematográfico.

Nele, os filmes são feitos com um “molho” específico em que as formas populares pautadas na oralidade e na corporalidade se acham contaminadas pelo cinema de gênero canônico, já conhecidas, filtradas e repassadas pelo crivo massivo da televisão e da internet. Por força dessa predileção tão peculiar, não existe pecado nem constrangimento em pilhar, reiterar e copiar o “baú dos tesouros”.

Dessa maneira, a par de lendas e histórias regionais, o cinema de bordas se abastece, sobretudo, dos filmes policiais, de horror, ficção científica, kung fu, aventuras de histórias em quadrinhos, faroeste, comédia e toda espécie de gênero. O resultado é uma performance cinematográfica autofágica, que beira, perigosa e corajosamente, a estética trash. Cheia de sons e fúria, improviso e espetáculo, déjá vu e bom humor, artesania e imagens em movimento.

Sempre atento aos movimentos, às mutações, às confluências e às conformações da cultura, o Itaú Cultural apoia o grupo de pesquisadores do cinema de bordas, que está preocupado em introduzir coordenadas mais equilibradas e abrangentes nos estudos do cinema e do audiovisual no país, e apresenta esta mostra, que congrega um punhado de bravos realizadores brasileiros e seus filmes incríveis.

Laura Loguercio Cánepa e Gelson Santana
curadores


Outubro 18, 2009

Alô amigos de Belo Horizonte e Vix (Vitória),

Mas alguns comentários sobre os filmes e vídeo de A Vida das Imagens,  Ivana Bentes

unorasolativorrei.Arquivos.16mmEstarei nesta quarta, dia 21 (no Palácio das Arte em BH) e na sexta dia 23 (Cine Metrópolis em Vitória-ES) para uma conversa sobre os filmes e vídeos da mostra  “A Vida das Imagens” que fiz curadoria para o Itáu Cultural. Para quem trabalha com filmes de arquivo e remix destaco vivamente os Programas 2, 3 e 4 com os filmes Passagem ao Ato; Happy End, Double Take e DIAL History, Cinema Espelho do Mundo, e Queria te ter só por uma Hora.

Ainda não falei do ” Cinema Espelho do Mundo”, da série de episódios do diretor vienense Gustav Deutsch, que faz um trabalho incrivel de levantamento de imagens do inicio do cinema em filmes de 30 minutos cada em vários episódios autônomos. “Welt Spiegel Kino” ( “World Cinema Mirror”)  é uma work in progress, com materiais found footage do primeiro cinema e tem até agora 3 episódios:  com materiais de Viena/Áustria,  em Porto/Portugal e na Indonésia.

Vamos exibir o Episódio 1 (Episode 1: Kinematograf Theater Erdberg, Wien 1912) que mostra tomadas panorâmicas históricas pelas ruas e praças de Viena, as massas absortas  nas ruas, como descreveu Walter Benjamin (na observação de Michael Loebenstein). De repente, na montagem de Deutsh, a câmera se detem sobre um desses transeuntes anônimos e cria um link para “personagens”, de filmes de ficção da época, fatos do período, fazendo associações extremamente criativas e inusitadas, apenas visuais, sem qq explicação. O material de arquivo se torna hipertextual e é “atualizado”, linkado, tornado o arquivo “vivo”.

As imagens históricas são sempre tomadas em torno de salas de cinema e as imagens mágicas dessas multidões em preto e branco, aflitas, velozes, contemplativas, frenéticas criam um estranho sentimento de nostalgia e precipitação do futuro, quando todos nós seremos também apenas imagens entre imagens.

Gustav Deutsch é um artista do video, instalações, com obras que exploram a fenomenologia do filme e a materialidade da película como suporte.


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Episode 1: Kinematograf Theater Erdberg, Wien 1912

Episódio 2: Apollo Theater, Surabaya 1929

Episódio 3: Cinema São Mamede Infesta, Porto 1930

Queria te Ter Só por Uma Hora

Outro filme que me chamou atenção desde a primeira vez que vi, no Festival de Locarno de 2002 (acompanhava AO no júri), na mostra competitiva foi Queria te Ter Só por Uma Hora (Un’ora sola ti vorrei)  da  italiana Alina Marazzi, que acabou premiado.

Ela usa filmes de família (rolos e rolos de 16mm), fotos, cartas, diários, prontuários médicos, gravações de sons, uma miríade de materiais de arquivo e as músicas italianas (com todo um repertório e carga sentimental ( como a derramada canção que dá nome ao filem http://www.youtube.com/watch?v=hr1IPFdCeW8&feature=related)) e que conseguem de forma surpreendente reconstituir fragmentos de sentido de imapsses de uma vida.  A vida (antes de Aline nascer e depois) da própria mãe da cineasta, que se suicidou em 1972, quando ela tinha 7 anos, numa família que parecia ter tudo.

unorasolativorrei.Mae Un'ora sola ti vorrei.Marazzi.Arquivos Un'ora sola ti vorrei.Marazzi.arquivo2

Os links para os trailler e trechos desses filmes estão no meu canal do You Tube Hipercampo http://www.youtube.com/user/hipercampo

DIAL History http://www.youtube.com/user/hipercampo#p/a/f/0/AMsLFCP0Fso

Double Take http://www.youtube.com/watch?v=pCKyyb_3VX0&feature=related

Traillee Queria Te ver só por uma hora http://www.youtube.com/watch?v=md6Wb1JXZvE&feature=fvw


Alguns comentários sobre os filmes que selecionei para a mostra A Vida das Imagens

Outubro 8, 2009
 
A maioria dos filmes do Programa 1  – “Experiências visuais” são  de videos curtissimos e experimentais, três deles exibidos na Mostra Némo de 2008, o encontro de multimidia  da ARCADI francesa, uma Associação toda voltada para a criação e experimentaçnao artística.

Strata #

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Nesse programa escolhi obras que apontam para as possibilidades estéticas das imagens digitais (Strata #1, Energia! Wingbeats) e que podem ser vistos no  DVD Expérience (s) 04 (Chalet Ponti & Repérages).

Também escolhi três trabalhos brasileiros que gosto muito: Copérnico I: Paisagem com Figura, do Daniel Augusto e Eduardo Climachauska, uma demonstração de um estranho dispositivo/artefato audiovisual, Iluminai os Terreiros, do Eduardo Climachauska, Gustavo Moura e Nuno Ramos, um  video/instalação todo feito com projeções de luz em espaços e paragens ermas e Hamlet no Porto , de Arthur Omar que funciona como um video intrigante sobre a precipitação do tempo no espaço (uma imagem carregada de micro-acontecimentos) e tem uma versão para instalação (ver em http://www.arthuromar.com.br/porto.html)

Passagem ao Ato

Passage.a.lacte.Pick-up06G Dentro dessa onda do Remix, o video Passagem ao Ato, de Martin Arnold é uma obra prima, vejo e revejo esse trabalho com enorme prazer, tem uma inteligência visual e um ritmo/repetição/manipualção de cada frame das imagens totalmente alucinante, criando uma patologia visual para a neurose familiar. Vjing radical.

No Programa 2  – Histórias/ficções, os dois trabalhos escolhidos são extremamente originais no uso das imagens de arquivos. Happy End , de Peter Tscherkassky Happy-Endé um achado, literalmene, pois as imagens do casal que se filma regularmente são  found footage,

“achadas”, sem autoria, e revelam o que todos podemos imaginar, o cinema íntimo e anônimo que está sendo feito em zilhões de imagens e câmeras caseiras, e que não necessariamente virá a luz.  Happy End é um desses filmes desconcertantes.

Double Take

 

E fechar esse programa exibindo o último longa de Johan Grimonprez, Double Take, lançado em 2009,  é um privilégio. Entramos em contato com o diretor para exibir  DIAL HISTORY e ele nos deu a oportunidade de lançar Double Take no Brasil, nesta mostra. Grimonprez vem pesquisando a “vida das imagens” nas suas mais diferentes formas. As imagens nos possuem, seduzem, aterrorizam, nos deus filmes. Vivemos entre imagens e somos imagens entre imagens.  Nós que amamos as imagens e não sofremos de iconofobia, mas de iconofilia, encontramos nos seus filmes esse pensamento audiovisual, uma inteligência visual e sonora que nasce na edição e na construção dessa midiosfera em que as imagens nascem, crescem, se reproduzem,  proliferam, se encadeiam produzindo sentidos perturbadores. E a idéia de Hitchcock-ator, personagem, em meio a memorabilia televisiva e cinematográfica americana entre anúncios de Tv e o auge da Guerra Fria,  só sublinha a inteligência politica e o pensamento audiovisual sutil de Grimonprez

Vejam um trecho de Double Take, de Johan Grimonprez no You Tube  http://www.youtube.com/watch?v=pCKyyb_3VX0&feature=related.

E até mais!

Double Take

Grimonprez_Double_Take_Still

Ivana Bentes


A vida das imagens

Setembro 29, 2009

Ao longo da história do cinema e do vídeo, as imagens ganharam cada vez mais autonomia, extrapolaram o campo da representação e, por fim, se tornaram sujeitos, personagens. “Forma que pensa”, que afeta e é afetada, a imagem está carregada, entre outras coisas, de todas as qualidades e potencialidades dos seres vivos.

 Esta edição de outubro da Mostravídeo aponta para a imagem experimentada como sujeito. Os filmes e vídeos escolhidos – de diferentes épocas, períodos e autores – dão visibilidade às imagens integradas ao território urbano e investidas de afeto, corpo, pensamento.

 As obras aqui presentes refletem esse “cinema-mundo” das ruas, da vida pública e privada. Cinema-mundo que se tornou a nossa própria vida.

Ivana Bentes
curadora

 

Ivana Bentes é doutora em comunicação, pesquisadora e professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), curadora de cinema, arte e tecnologia e organizadora dos livros Ecos do Cinema – de Lumiere ao Digital (UFRJ, 2008) e Corpos Virtuais – Arte e Tecnologia (Oi Futuro, 2006). Atua no campo do audiovisual, da cultura digital, da comunicação e das novas mídias.


Ilustração do mês!

Setembro 16, 2009

Vitor Sugimoto

 

A ilustração selecionada do mês de setembro é a de Vitor Sugimoto, de São Paulo.

ficha técnica da ilustração: acrílica, pastel e colagem sobre papel.


programas 2 e 3

Setembro 4, 2009

A palavra Machinima designa ao mesmo tempo um novo gênero cinematográfico e uma técnica de produção de filmes. Paul Marino, um dos primeiros realizadores de Machinima, o define como um filme concebido em tempo real no interior de um ambiente de síntese.

Com os Machinimas, o videogame, objeto de consumo de massa, se transforma hoje em ferramenta de produção de sentido, em meio de expressão acessível para todos aqueles que dispõem de um console de jogos e de um computador.

O jogo GTA serve de quadro para uma meditação futurista com The Days After de André Pesch. Molotov Alva se apresenta como sendo o primeiro documentário rodado no jogo Second Life. Quanto a Bloodspell, concebido por Hugh Hancock de Strange Company, o seu conteúdo está aberto para a reapropriação dos internautas, já que ele é criado sob a licença Creative Commons. E para acompanhar a atualidade, World of Electors, de Alex Chan, transforma personagens de jogos em eleitores, entrevistados a respeito da campanha presidencial francesa.

Isabelle Arvers


Novo gênero cinematográfico

Setembro 1, 2009

O Machinima é um novo gênero cinematográfico que resulta da gama cultura. Surgidos no fim dos anos 90, os Machinimas têm agora seus festivais e a criação de filmes a partir das ferramentas de jogos World of Warcraft, The Sims ou ainda Second Life é cada vez mais prolífico.

Concebido por Isabelle Arvers, coordenadora de exposição especializada na relação entre arte e jogos de videogame, este programa mistura filmes experimentais com Among Fables and Men, criado no WOW, ou filmes narrativos como Snow Witch de Michelle Pettit-Mee, que relata ume lenda japonesa.

O Machinima se torna igualmente um meio de expressão reconhecido pelo mundo da arte; I-Mirror, um vídeo da artista chinesa China Tracy rodado dentro do Second Life, foi de fato apresentado na última Bienal de Veneza. Num outro estilo, Watch the World(s), de Robbie Dingo, reinterpreta a criação de um quadro de Van Gogh servindo-se das ferramentas de criação de mundos virtuais de Second Life. Realizado com Xstorm, What I Love about Xmas de Phil Rice ou Wild Poker (Sims2) do alemão David Riedel, retomam a grande tradição dos filmes de curta metragem humorísticos que fizeram o sucesso das primeiras séries Machinimas.

Isabelle Arvers


Videogames viram meio de expressão

Agosto 28, 2009

Objetos de consumo de massa por excelência, os videogames se transformam em meio de expressão. Desviando os videogames de sua finalidade primeira, artistas e ativistas ingressam no campo da arte, do documentário, da música e do cinema.

O console Game Boy foi transformado de maneira a poder conceber música de 8 bit, chamada ainda de chip tunes, já que pretende ser uma resposta low tech à música eletrônica. As ativistas Carbon Defense League idealizam o jogo « Super Kid Fighter », um manual de sobrevivência para crianças num mundo ilícito, a partir de um console pirateado. Quando os códigos fontes de videogames tais como Quake, Doom ou Unreal Tournament são disponibilizados na rede, abrem-se as portas para uma diversidade ainda maior de desvios.

É nesta época que um grupo nova-iorquino, vindo do teatro, cria o seu primeiro filme a partir do motor do jogo Quake. Eles se valem, no âmbito de desempenho livre, da possibilidade de rodar em tempo real graças ao motor do jogo, para animar seus personagens de maneira que se pareçam com marionetes. O Machinima nasceu. Os Machinimas, literalmente a contração das palavras « máquina » e « cinema », são filmes de curta metragem criados a partir de ferramentas de videogames. Mais recentemente, sites de jogos como o dos Sims2 ou The Movies de Peter Molyneux disponibilizam na rede ferramentas que permitem aos internautas idealizarem, eles mesmos, seus filmes de curta metragem, servindo-se dos universos e dos personagens de jogos.

Assistimos então a uma democratização do fenômeno de desvio crítico do videogame. É assim que um pequeno filme, realizado a partir do site The Movies, fez toda a volta do planeta no último mês de novembro. Concebido por Alex Chan, um desenhista parisiense de 27 anos, este filme denuncia os perigos do sistema político francês e se arvora na « voz » das periferias durante os tumultos. A tendência da imprensa estrangeira e da comunidade internacional dos jogadores mostra que o Machinima está prestes a tornar-se um meio de expressão política.

Concebido no seio da comunidade artística do site Rhizome.org em 2005, « This Spartan Life » é um novo talk show cuja particularidade é o fato de ser totalmente realizado dentro do videojogo on-line Halo 2. Chris Burke, conhecido como Damian Lacedaemion no talk show, decide transformar este shoot them up futurista ultraviolento em um espaço de reflexão sobre a cultura digital e sobre os videogames.

Dessa forma, Damian recebe seus convidados no ambiente virtual de Halo 2, depois de ter matado todos os monstros, a fim de criar um espaço fugaz de reflexão. Chris Burke observa que esta intrusão num espaço virtual, muito pouco amigável, inspira seus convidados. « Quando se entra num jogo, se pensa na vida, na morte, na comunicação entre os seres ». Chris Burke se diverte de poder, dessa forma, combinar teoria e diversão. Ele se pergunta até para quem, entre universitários ou jogadores, a compreensão de « This Spartan Life » será mais proveitosa…

Isabelle Arvers


Machinimas!

Agosto 28, 2009
Male Restroom Etiquette (Etiqueta de Banheiro Masculino) - Phil Rice, Zarathustra Studios, Estados Unidos, 2006, 9min55s

Male Restroom Etiquette (Etiqueta de Banheiro Masculino) - Phil Rice, Zarathustra Studios, Estados Unidos, 2006, 9min55s

No mês de setembro, a Mostravídeo exibe a mostra de filmes Machinimas, que apresenta obras de curta e média duração feitas com imagens, ferramentas e recursos de jogos de videogame. Confira a programação!
A curadora da mostra é a francesa Isabelle Arvers, que é curadora de novas mídias e crítica especializada em vídeo, jogos de computador, animação para web e cinema digital.